Presentes celestiais

Presentes celestiais

Ao chegar ao céu, certo homem foi recebido com festa e conduzido a uma casa que seria a sua morada celestial. Ao entrar, percorreu-a de ponta a ponta. A casa era belíssima. Ele não se conteve de tanta alegria.

Na sala há centenas de pacotes de presente. Após confirmar com o anjo que todos eles são seus, o homem resolveu abri-los. Escolheu logo o maior. Abriu o pacote com a avidez de uma criança no Natal. Tentando imaginar o conteúdo, ele se deparou com… uma bicicleta.

Olhou para o anjo, um pouco desapontado, e pergunto:

– Não vou poder voar como você?

– Sim — responde o anjo — você poderá voar quanto quiser.

– Então, não precisarei de uma bicicleta?

– Não, necessariamente.

– Engraçado — diz o homem –, lá na Terra eu precisava tanto de uma bicicleta. Eu era tão pobre e tudo era tão longe e tão difícil. Agora que eu não preciso, ganho uma. Não consigo entender.

Ele pegou um outro presente, um pacotinho que estava no chão, e o abriu. Era dinheiro. Dinheiro da Terra.

Ainda mais confuso, olhou para o anjo, que antevendo a pergunta, já foi dizendo:

– Não, você não precisará de dinheiro aqui. No céu é tudo de graça.

– Não consigo entender — diz o homem –, ganhar um dinheirão como esse teria feito um bem enorme para mim lá na Terra, mas, aqui… o quê isso significa? Ajude-me, anjo, ajude-me a entender. Porque estou recebendo aqui no céu estes presentes que não preciso? Por que não os recebi lá na Terra?

– Eles eram seus, mas você não os recebeu porque não pediu. Acabaram ficando aí, estocados na sua sala.

“Pedi e dar-se-vos-á…” (Mateus 7.7a).

 

 

Autor desconhecido

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